Entenda como a espera ativa ajuda a amadurecer projetos, sonhos e recomeços, transformando tempo, persistência e planejamento em crescimento pessoal.
Espera Ativa: como o tempo amadurece projetos
Em tempos em que tudo é instantâneo, saber esperar é uma dádiva — ou, para outros, pode soar como sinônimo de fracasso. A verdade é que tudo precisa de tempo e, da mesma forma que uma semente precisa germinar, brotar e crescer para, depois de longos períodos e ciclos, nos presentear com suas flores e frutos, assim é a vida.
O tempo como parte do processo
O tempo é um agente ativo no universo. Não podemos controlar, conter, acelerar ou dobrar o tempo segundo a nossa vontade. Resta-nos aprender a lidar com ele. Não é à toa que, na mitologia — e na astrologia —, o tempo seja associado a Saturno.
Rígido, rigoroso, exigente, cobrador. Ele não é dócil e afável. Ele não acaricia nossas cabeças nem nos dá um beijinho na testa. O tempo — ou Saturno — acerta uma bela porrada nas nossas cabeças, deixa a gente rastejar, lamber o pó do chão, para só depois de muito penar e sofrer entender a lição. Aí sim, tudo muda! Você consegue se levantar, erguer a cabeça e realizar o que deseja.
Amadurecer é um processo diário, não é como se algum evento, de repente, nos transformasse em pessoas mais sábias. É uma construção, dia após dia, experiência após experiência. Um somatório de vivências, conhecimentos, reflexões e pequenos passos em direção ao que se deseja.
No entanto, saber esperar não significa fazer corpo mole. Muito pelo contrário! Saber esperar é entender que ainda não chegou a hora da colheita e que, justamente por isso, é preciso continuar persistindo nos cuidados, para que nenhuma peste ceife a plantação. Esperar deve ser um ato ativo, e não passivo.
Projetos que precisam amadurecer
Nem todo projeto iniciado tem um desenrolar rápido, tranquilo, fluido e com desfecho satisfatório em pouco tempo. Algumas vezes é preciso adiar, postergar, rever tudo, deixar em standby até que seja o momento certo de retomar. Adiar nem sempre é sinal de atrasar; muitas vezes, é um ato de maturidade, de compreender que existe muito mais a ser considerado antes da colheita.
E assim tem sido comigo de uns tempos para cá. Projetos antigos que tiveram incontáveis altos e baixos e longos períodos pausados agora estão finalmente renascendo muito mais bem estruturados. Tenho projetos que levaram cerca de seis anos para amadurecer e finalmente ganhar a forma que merecem. Olhando para trás, consigo entender que eles ainda estavam crus, verdes, prematuros.
Durante muito tempo, me questionei se realmente eram metas alcançáveis, porque pareciam escapar pelos vãos dos meus dedos toda vez que eu tentava finalizar o que havia começado. Ainda não sei quais serão os resultados, mas sei que o tempo me mostrou a importância da espera ativa — fazer a minha parte e aguardar Saturno me sinalizar com seu olhar seco e um discreto sinal de joia com o polegar.
O podcast ganhou uma nova maneira de expressão; o canal do YouTube vêm ganhando forma e conteúdo, e o próprio blog que você está acompanhando agora, é um desejo de anos se realizando e amadurecendo semana após semana. Em breve novidades, cursos e conteúdos novos serão disponibilizados.
Ainda que entre idas e vindas, passando por tropeços e muitas pedras no caminho, os seus projetos também possam ganhar forma. Seus objetivos podem ser alcançados com persistência e esforço bem direcionados. Não importa quanto tempo leve: se você não desistir, cedo ou tarde eles verão a luz do dia.
Comparação, métricas e persistência

Seja como for, a comparação jamais beneficiará seu progresso. Comparar-se, em especial com o que você vê nas redes sociais, pode levar a uma grande autossabotagem. A famosa crise do impostor. Será que meu projeto é um grande fracasso? Será que eu sou um grande fracasso? Para que insistir?
É importante aprender a ser você mesmo o seu próprio termômetro. Refletir e avaliar, de forma neutra e imparcial, todo o caminho percorrido ajuda a compreender em que ponto da trajetória você se encontra. Sem medidas e métricas, fica difícil saber quanto falta para a conclusão de algo.
Estabeleça metas possíveis, metas que possam ser acompanhadas, medidas, mensuráveis. Estipule um tempo viável para a realização dos seus objetivos e tenha em mente que essa medida não deve castrar seus sonhos. Se o prazo foi atingido sem que a meta pudesse ser finalizada, reveja, recalcule, repense. Talvez seja apenas uma questão de planejamento errado.
Mas, ainda mais importante que tudo isso, determine um valor de importância para este projeto. Quanto maior o grau atribuído, mais eu te aconselho: persista! Nem tudo sai como nós esperamos. A vida é uma grande caixinha de surpresas. Tudo muda a todo instante, e o tempo… o tempo vai nos mostrando que o que realmente importa sobrevive.
Descubra mais sobre Guilherme Biotto – Terapeuta Holístico, Mentor e Palestrante
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